Mesa-redonda promove reflexões sobre diversidade, ciência e representatividade na Amazônia.

Na última sexta-feira (19), o IFPA Campus Ananindeua, por meio do Núcleo de Estudos de Gênero e Diversidade Sexual (NEGED), realizou a mesa-redonda “Vozes LGBTQIPNA+ na Ciência da Amazônia: o que pesquisam?”, no auditório da Usina da Paz Icuí. O evento integrou as ações alusivas ao Mês do Orgulho LGBTQIPNA+ e reuniu estudantes, servidores, pesquisadores e membros da comunidade para debater ciência, diversidade, inclusão e representatividade no contexto amazônico.
De acordo com o coordenador do evento, professor Francisco Borges, a iniciativa representou um importante momento de valorização da diversidade dentro da ciência: “A mesa-redonda reuniu ciência, diversidade e saberes culturais em um espaço de promoção aos valores e ao respeito à pluralidade de vozes na Amazônia”, destacou.
Segundo o professor, os debates realizados ao longo da programação contribuíram para ampliar a compreensão sobre as vivências da população LGBTQIPNA+ em ambientes acadêmicos: “Os diálogos proferidos promoveram a reflexão diante do ser LGBTQIPNA+ em um cenário repleto de barreiras, imposições e desafios enfrentados cotidianamente por esta parcela da sociedade que muito tem lutado para construir histórias de vida na sociedade brasileira”, afirmou.

O estudante Dayvison Medeiros, do 2º ano do Curso Técnico Integrado em Informática, destacou a importância da experiência tanto como participante quanto como colaborador da organização do evento: “Gostei muito do evento organizado pelo NEGED, tanto como aluno quanto como uma pessoa que teve a experiência de ajudar na organização. Achei o evento muito emocionante, pois destacou as vozes de pessoas LGBTQIAPN+, pessoas que fazem parte da minha comunidade, e isso foi algo muito bonito e emocionante de se ver”, relatou.
Para o estudante, o encontro evidenciou histórias de superação e resistência que servem de inspiração para as novas gerações: “Muitas vezes enfrentamos dificuldades e preconceitos por sermos quem somos. Além de ter sido um ambiente muito acolhedor e emocionante, pude perceber que essas vozes, mesmo diante de tantas dificuldades, conseguiram vencer e mostrar quem são, sem medo”, afirmou.
Dayvison ressaltou ainda a importância de conhecer as trajetórias daqueles que contribuíram para a conquista de direitos e espaços de reconhecimento: “Para uma pessoa da minha idade, isso é algo muito importante e inspirador de se ver, pois serve de inspiração para que eu queira me tornar alguém melhor e perceber que a sociedade está evoluindo. Além disso, muitas das dificuldades enfrentadas por essas pessoas no passado não chegam nem perto do que eu vivo hoje, graças às conquistas e lutas que elas travaram ao longo do tempo”, concluiu.
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