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PROFESSORES DO CAMPUS ANANINDEUA REPRESENTAM O IFPA NO PROJETO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO GOVERNO FEDERAL

  • Publicado: Quarta, 22 de Janeiro de 2020, 15h37
  • Última atualização em Quarta, 22 de Janeiro de 2020, 15h37
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Professores do Instituto Federal do Pará (IFPA), Campus Ananindeua, apresentaram ontem (21) os resultados da pesquisa de Diagnóstico Socioterritorial de Segurança Pública do município, durante Reunião do Comitê Interministerial, realizada no Espaço Gasômetro. O relatório apresentado integra o Projeto “Em frente, Brasil”, lançado em 2019 pelo Governo Federal.

O Projeto faz parte do Programa Nacional de Enfretamento à Criminalidade Violenta, proposto pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, e busca definir ações junto às regiões com elevados indicadores de violência. A realização dos Diagnósticos Locais de Segurança é uma das fases do Programa, trata-se de um instrumento de identificação das causas e dos contextos criminais, socioespaciais, de governança das instituições e de ações dos agentes que atuam nos territórios violentos.

Para desenvolvimento das pesquisas, foi feito um Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério da Justiça, através da Secretaria Nacional de Segurança Pública, e o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif). Coube, portanto, aos Institutos Federais, a tarefa de desenvolver os Diagnósticos Socioterritoriais de Segurança. O projeto-piloto foi implementado em cinco cidades, uma em cada região do Brasil. No norte, cidade escolhida foi Ananindeua.

A pesquisa teve como objetivo estabelecer modelos e parâmetros para a realização dos Planos Locais de Segurança (PLS). Para isso, fez levantamento de dados estatísticos, construção de perfis de vitimização, os cenários urbanos favoráveis à criminalidade e as condições para as situações de conflito. Também foi feita uma análise multidensional da violência urbana no município de Ananindeua, subsidiando, dessa forma, ações de prevenção e enfrentamento da criminalidade violenta.

“Esse trabalho consistiu numa pesquisa tanto qualitativa quanto quantitativa, na qual nós pegamos dados da biografia, fizemos o que a gente chama de estado da arte e pegamos dados oficiais também, das secretarias estaduais e municipais e dos ministérios da justiça, da educação, dados de Censo, dados do Inep, porque a pesquisa abrangeu várias dimensões, como educação, assistência social, segurança pública, esporte, lazer, além de uma pesquisa de campo. Com base em todo esse levantamento, nós fizemos uma análise matemática e estatística e fizemos também uma análise bioantropológica social e aí nós desenvolvemos dois produtos, um produto que foi a análise dos indicadores de criminalidade através dos indicadores sócio econômicos, espaciais, territoriais e uma análise de predição de crimes através de dados criminais”, explica o Coordenador do projeto, Lair de Meneses.

O professor Denis Costa foi o líder da equipe de Modelagem Matemática e Estatística do projeto, que cuidou dos dados e registros das plataformas públicas. “Através de algoritmos matemáticos e estatísticos, nós criamos uma inteligência artificial capaz de predizer o nível de criminologia e as chamadas variáveis de controle, quais são os índices que eu tenho que atacar logo na primeira fase do projeto, então o nosso algoritmo conseguiu fazer esse tipo de investigação”, conta o professor de matemática do Campus Ananindeua.

O viés social também foi muito explorado no trabalho desenvolvido pela equipe do IFPA. “A importância do viés social numa pesquisa como essa é total, eu diria que é o mais importante, porque todos esses fatores colaboram para que um mapa da sociedade seja feito. O mapa da violência não pode ser simplesmente pensado pelo viés só econômico, por exemplo, você pode ter outros fatores, então a gente foi investigar o papel que a escola tem”, destaca Antonio Paraense, professor de filosofia do Campus Ananindeua e líder da equipe de Diagnóstico Socioterritorial da pesquisa.

No total, a pesquisa foi realizada por seis docentes de diversas áreas e 30 alunos dos Cursos Subsequentes e de Graduação e Pós-Graduação do IFPA. Os discentes foram distribuídos nas equipes elencadas e selecionados via edital de seleção de bolsista. “Os alunos ficaram super empolgados, muitos deles moram nessas áreas com altos indicadores de criminalidade, então eles estão vendo já o resultado do trabalho deles sendo aplicado ali na comunidade onde eles moram. Inclusive alguns alunos já querem seguir essa linha de pesquisa, a linha da segurança pública”, conta Lair de Meneses.

Além da apresentação do Diagnóstico Local, o evento ainda contou com uma fala do Secretário de Segurança Pública, Ualame Machado, sobre o cenário em que Ananindeua se encontrava a respeito da criminalidade e como os índices mudaram a partir da implantação do Projeto “Em frente, Brasil”. A Reunião finalizou com a apresentação das orientações gerais para a oficina de construção dos Planos Locais de Segurança, a ser realizada em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap), nos dias 05, 06 e 07 de fevereiro.

Texto: Livea Colares | ASCOM IFPA Reitoria

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